07/10/2014
A escritora granjense Maria do Carmo Aragão da Silva faz parte agora do rol dos imortais cearenses, ocupando a cadeira de número 43 da Almece. A escritora que nasceu no interior de Granja do lugar Estreito dos Martins distrito de Ibuguaçu destaca a importância de incentivar a cultura literária, artística de seus municípios e sucursais; promover a cooperação junto à Secretaria de Cultura do Estado e Municípios, entre outros. Também falou de suas origens e agradecimentos por fazer parte desse novo empreendimento cultural.
"De inicio não acreditava, para uma menina nascida no Estreito dos Martins, a 72 km da cidade de Granja em uma época que predominava o analfabetismo para 90% da população, comigo não foi diferente, até os dez anos de idade, eu desconhecia a cultura letrada, não existia escola, estudar para as filhas mulheres era quase impossível, os filhos homens que migravam para São Paulo e Brasília, tinham dois objetivos: ganhar dinheiro e estudar para serem gente, e o destino das filhas mulheres era aprender prendas domésticas e o casamento para não ficar balzaquiana ou no carito. Ao ser convidada pela companheira Oneída para fazer parte dessa tão honrada família ALMECIANA não medi esforços, e hoje estou aqui, em primeiro lugar agradecendo a Deus por essa oportunidade. Agradeço também, a todos que de alguma forma contribuíram para o meu ingresso na ALMECE, na certeza de que estarei sempre apoiada pelos confrades e confreiras, e por nosso Pai maior que nessa noite de muita luz nos une a todos como irmãos, irmãs na certeza que darei tudo de mim para honrar essa grande oportunidade intelectual que chega hoje em minhas mãos. Por fim, quero agradecer ao nosso querido Presidente Lima Freitas, que deu tudo de si para a concretização desse grande prazeroso desafio que termino de receber".
Maria do Carmo Aragão da Silva

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